Arquivo do mês: novembro 2008

Ninguém te amou como eu te amei!

“A mente é sempre enganada pelo coração.”
Rochefoucauld (escritor francês, 1613-1680), Maximes, 102.

 

Emoção x razão

 

Nem ontem, nem hoje, nem amanhã.

Nunca existirá um amor maior que o meu. Uma vez eu citei que, de hoje em diante, você vai sentir um pouco de si na poesia. Como também utilizei uma frase de um autor desconhecido: “Você é eternamente responsável por aqueles que cativa”

O amor quando é verdadeiro é para sempre. Se não for para sempre, não é amor. E para sempre continuarei te amando. Declarando-me. Assim como declaro a minha amizade, a minha cumplicidade, os meus sonhos, as minhas fantasias e a minha poesia.

Amor é Amizade!

Amizade é uma circunstância do amor!

É gostoso dizer e ouvir, que o amor, como a amizade, é crescente e ultrapassará as linhas do tempo. Do destino, caso ele exista.

O medo existe quando o sentimento está surgindo. Existe o recuo. Existe o avanço.

A felicidade traz medo também. Quem quer ser infeliz? Ser feliz, todo mundo quer, mas quais são as operações matemáticas que afirmam a certeza universal?

E nem sempre prevalecem os sentidos de autopreservação. Porque o verdadeiro medo é a paixão fora da realidade.

O poeta nem sempre tem razão em expor algo mais que a sensibilidade, pois o dia de hoje é diferente do amanhã. Tudo pode acontecer! Até o inevitável risco das separações. O sentimento não se calcula numa máquina financeira, com todos os seus recursos matemáticos.

 

Mario Lucio – poeta, cronista e bibliófilo.

Definições da vida

“Quem não fizer por essa, vai fazer por outra, em piores condições”.
O único contato que temos com DEUS é fazermos o Bem.

 

A decepção da aproximação. O verbo catalisador. A experiência do conhecimento nos leva aos questionamentos do que a vida nos prepara. Ou nos preparou. Uma coisa é certa: não viemos aqui só para viver, só para gozar as benesses da vida, pois se muito nos foi dado, muito será cobrado.

E temos que ter muito cuidado para não fugirmos dessa Lei Universal.

Os que acham que não receberam nada, mesmo assim eles terão uma infinidade de oportunidades, para praticar ao que foi pedido, na formação da vida. Assim como: doar amor, carinho; sendo mais solidária com as pessoas mais necessitadas num leito de hospital, numa creche, num asilo.

E não temos de fazer o bem, a caridade, por obséquios de terceiros. Se nós temos dois pães e nos satisfazemos com um, dai um! É errado pedirmos a terceiros, se nós temos condições para fazermos o que for preciso.

Fazer o bem já é o agradecimento que merecemos!

Não é a pessoa que recebe o que necessita que se transforme na pessoa mais feliz da face da Terra. Somos nós mesmos os grandes felizardos. E as pessoas que não têm oportunidade material para fazer o bem? É nelas que é cobrado o carinho em maior estímulo, visitando, orando para as pessoas necessitadas num leito de hospital, numa creche, num asilo, etc. Deixando claro que para fazer o bem, não é preciso cartão de doação, nem criar notícias na imprensa; como também avisar à rede televisiva do horário que será feita a devida doação.

Essa é a mesma Lei Universal que serve para as pessoas sem bens materiais. É imensamente gratificante para os que têm, pois dessa maneira encontram os seus caminhos, através da caridade material e espiritual.

Vamos mudar de vida!

Vamos mudar de comportamento!

Sejamos mais misericordiosos e generosos!

O mundo mudou e continua mudando. As indefinições são precisas. Ninguém sabe o dia de amanhã. Tantos são os motivos para que as cobranças sejam maiores. O futuro está se aproximando rápido demais. Ninguém sabe mais se ainda estamos no presente ou se o futuro já chegou.

 

Mario Lucio – poeta, cronista e bibliófilo.

Maria!

Houve o primeiro encontro e foi suficiente para marcar até a eternidade, tal foi a intensidade da energia trocada pelos olhares, pelo contato com a pele, pela voz que ficou soando como uma melodia. Houve um conjunto de sentimentos que nunca foram esclarecidos, pois ninguém sabia e nem entendia o que aconteceu. O sonho não foi sonho. A verdade para ser verdade tinha que haver uma mútua continuidade. E nós não sabíamos o que poderia acontecer?

O brilho do teu olhar encaminha os meus passos nos caminhos escuros da vida. A consciência se faz presente, mesmo na inquietude dos descaminhos, pois não existia o ser palpável para estimular o que aconteceu. Talvez a realidade fosse apenas um sonho maravilhoso, para nunca mais ser esquecido.

A melodia era imortal, assim como a delicadeza da tua voz em dizer “meu querido amigo”. O amigo é para sempre, pois quem cativa uma amizade fica responsável por ela, pelo resto da vida. Atravessando todos os rios, os oceanos, o deserto, a montanha. O mundo passa a não ter obstáculos nem pedras no caminho.

A vida passa a ser o mundo e o mundo se transforma na própria vida.

A Maria Ninguém encontrou o seu destino. Deparou-se com novo amor. Foi feliz sem saber que estava sendo, o que é a verdadeira Felicidade, pois quem procura a felicidade, corre um grande risco de nunca encontrá-la. E Maria nunca soube que era feliz, mas a felicidade estampava na doçura de falar, na maneira de viver, na pluma de sua pele, na delicadeza do seu andar e no brilho estonteante do seu olhar.

Nelson Rodrigues, numa feliz citação, nos disse: “No amor, somos todos fantoches: não escolhemos nem certo nem errado, porque simplesmente não escolhemos”. No amor, diz Nelson, basta amar. Afinal, “não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo”.

“No princípio do mundo, o homem e a mulher eram um só. Portanto, cada criatura bastava-se a si mesma, cada criatura significava um casal. Depois, houve uma catástrofe qualquer. E se separaram e se perderam a metade masculina e a metade feminina. E o destino de cada homem ou de cada mulher passou a ser o de procurar sua outra metade, para completar-se.”

Algo nos diz que quem procura o amor e/ou a felicidade, na maioria das vezes, é busca fadada ao fracasso.

E assim foi a vida da Maria Ninguém. Nunca procurou nada ou ninguém. Apenas aceitava o que o destino lhe aprontava. E dessa maneira, deixou de ser Maria Ninguém para ser apenas MARIA.

 

Mario Lucio – cronista, poeta e bibliófilo

Algo mais aconteceu?

“O amor é um grande mestre, ensina de uma só vez”.
P.Corneille (dramaturgo francês, 1606-1684 Le Menteur, ll, 3.

 

Porque te tornaste indiferente aos meus apelos, insensível aos meus pedidos? Houve uma causa para tanta insensatez? A felicidade nem sempre se faz presente aos pedidos para ser feliz e alcançar o vôo da presunção. A canção é a mesma. Só um pouco mais triste pela tua ausência. Assim como a poesia tornou-se mais intimista, na esperança do sorriso voltar, para dar mais uma oportunidade, para conquistar a amizade que um dia superou o tempo crescente. E não esperou pelo dia de amanhã.

Volte a ser você mesmo, sem mágoas, sem sofrimento pelos desatinos alheios, volte a sorrir, volte a falar com doçura, com sensibilidade. Deixe os enganos do que era, provavelmente, uma grande amizade. O passado tão presente representa uma eternidade que se foi. E até hoje, não sabemos o que aconteceu!

Pela citação acima, do dramaturgo P. Corneille, passamos a entender porque muitas pessoas têm medo do envolvimento inicial. É o medo de amar e sofrer as conseqüências do sofrimento. O amor chega como uma explosão, ninguém segura. E o amanhã, para quem espera a felicidade eterna? Tudo não passa de uma paixão desenfreada. A mais pura fascinação e encantamento. E não diz que haja o amor. Existe sim: a fantasia, os delírios das noites mal dormidas, os pensamentos conflitantes com os sonhos impossíveis. Nós não sabemos até onde vai a defesa de permanecer intocável perante os perigos da vida, “pois amar é sofrer mais… e amar demais é sofrer muito mais”, segundo Menotti del Picchia.

Nem sempre aprender tudo de uma só vez é uma experiência positiva, pois nunca podemos esquecer o fator tempo. Existe o tempo para o aprendizado. Uma criança não nasce andando ou falando. Tudo tem o seu momento, a sua relação consigo mesmo, o que vem aprimorar o conhecimento da existência que está sendo vivida e aumentar as experiências da vida.

O amor existe! É gostoso amar e ser amado. É gostoso viver em harmonia conosco mesmo e com os outros também. Mas, para isso é preciso que exista a doação do sentimento, sem olhar a resposta. Se tudo tem de acontecer, que aconteça! Nós não sabemos os nossos desígnios, o que vale dizer, que não devemos abandonar os nossos sonhos enquanto forem sonhos vividos.

 

Mario Lucio – cronista, poeta e bibliógrafo

A amizade

“Os amigos têm tudo em comum, e a amizade é a igualdade.”
Pitágoras (filósofo grego, 570-490 a.C)

 

O amor só pede que sejas feliz e te dará tudo o que faz a felicidade.

E o que se faz para ganhar a amizade? A amizade ninguém ganha, ela surge como um sonho feliz, que nos deram durante o sono, para apaziguar nossos sofrimentos e alegrar nossos momentos felizes.

Quando se nota que a indiferença se faz presente em quase todas as ocasiões. Algo de errado está acontecendo, pois a amizade é indispensável para o bom funcionamento do coração e para a integridade do próprio eu.

Quando a intuição nos diz que está faltando alguma coisa. São os sonhos felizes que vêm a ser verdadeiros, não porque sejam sonhos, mas porque são felizes.

A mesma coisa acontece com a amizade. O nosso próprio eu nos dá o sinal de alerta, quando não sentimos saudades daquelas pessoas que estão fisicamente distante, ou estão perto demais e não notamos a sua presença.

O amigo desdobra conosco as lembranças, as crises de choro, nos desperta as suas experiências. Desculpa-nos a culpa e divide os nossos segredos. Sabendo que nunca sairá uma palavra para o mundo. Quem tem um amigo? Têm mais de um ombro para suavizar a dor e carregar consigo o tempo contínuo, guardando sempre uma palavra de carinho, para usá-la quando for necessário.

O amigo não nos deixa passar frio, nos empresta o calor de sua amizade. Assim como, te leva para o mundo dele e passa a conhecer o seu mundo.

Duas dúzias de amigos assim talvez ninguém tenha. Se tiver um, amém!

E se tiver mais de dez… Parabéns!

Obrigado por tua amizade… Ela é muito importante para mim!

 

Mario Lucio – poeta, cronista e bibliófilo.