Arquivo do mês: janeiro 2009

Amor da minha vida!

HOMENAGEM AOS SONHOS DE AMOR

Não vamos apenas viver. Vamos sonhar; vamos nos encantar cada vez mais. Vamos nos encontrar em todas as fantasias que tivemos e não realizamos. Vamos dançar; vamos bailar como se você fosse debutante e eu o seu cavaleiro andante, ouvindo a Valsa Vienense. Vamos olhar para o céu azul da meia noite e procurar uma estrela cadente e fazermos um só pedido, que será mantido em segredo de nós mesmos. Até a eternidade.

“Navegar é preciso, viver não é preciso.” Com essa frase de Fernando Pessoa que o Caetano Veloso musicou, ele quis dizer exatamente o que já foi citado: sonhar é mais importante que a vida, assim como navegar é mais importante que viver, pois navegando se encontram outros mundos, outras pessoas, outros conhecimentos.

Não importa se estejamos nos Alpes Suíços, na Baviera ou em Paris.

O mais importante é que estejamos felizes onde fincarmos nossas raízes e frutifiquemos o nosso amor, fazendo a florada tornarem-se sementes, para dar prosseguimento ao que iniciamos com a promessa de todo amor e carinho.

Sonhar! Sonhar! Sonhar! …

Vamos sonhar vivendo em paz, harmonia, e todo amor deste mundo até alcançarmos a felicidade plena, em todos os momentos da eternidade. Hoje eu presencio um dia muito especial, pois relembro a escalada do tempo, da evolução e transformação do amor, num sentimento mais perene quando precisa ser e um vulcão espalhando larvas de paixões Enfrentamos leões e dragões e todas as diversidades de situações em cada dia que passa. E vamos sempre enfrentando, pois viver é saber enfrentar tudo que apareça pela frente. A vida precisa ser compreendida a cada dia que passa e dispor de todo amor para dar continuidade ao que iniciou no passado. E viver harmonicamente um futuro feliz, com todos os nossos frutos.

Mario Lucio – cronista, poeta e bibliófilo.

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Intolerância!

UM ALERTA AOS AMIGOS SINCEROS, PARA NÃO CAIRMOS NOS MESMOS ERROS DE VIDAS PASSADAS!

Tantas e tantas vezes não percebemos o quanto somos intolerantes, principalmente quando tratamos com pessoas de baixos índices econômicos, sociais e culturais. A inflexibilidade nos atinge de tal forma, que nos transforma em seres sem um mínimo de civilidade, sem educação, sem gentileza e sem doçura com o próximo. Isso sem falar no amor, na amizade, no respeito pelo ser humano que está necessitado, e engole tudo a seco para não ficar com fome e sede, parecendo que somos os donos do mundo!

Nós que nos achamos portadores de moral mais elevada, de ética, de vocabulário com mais de mil palavras, deveríamos dar mais exemplo de sabedoria de vida. As escadas e os caminhos não nos levam apenas para um lugar: o da Felicidade Compartilhada com aqueles que fazem parte íntima dos nossos grupos de melhor alcance social.

Os caminhos são difíceis. As pedras estão cada vez mais perto e o perdão, os pedidos de desculpas tornam-se cada vez mais raros. Que prazer é esse de machucar, de magoar alguém, que não tem a mínima oportunidade de se defender, pois a palavra é do dono da voz? O encantamento da vida, as alegrias por pequenas causas, as fantasias, todas elas perderam o lugar para a submissão, para o medo, para obediência desenfreada de tantos cálculos malfeitos do que é formada a vida em que vivemos. Até que ponto, o mundo vai ser o mesmo? A vida é uma roda gigante, ora em cima… Ora em baixo. Eu só custo acreditar que está muito tempo em cima, mas perante a eternidade, tudo é possível de acontecer

“Nós precisamos cultivar a sabedoria e a compaixão na nossa vida diária. Precisamos manter o estímulo à compaixão; o cultivo de atitudes equilibradas para consigo mesmo e com os outros; o desenvolvimento de modos de pensar positivos para que não se machuque alguém; a transformação de situações adversa em condições propiciadoras do desenvolvimento espiritual”, disse o Dalai Lama.

Em nosso mundo, não adianta culpar os outros para encobrir os nossos próprios erros, pois o Planeta Terra é girante, e quando menos se espera, as retaliações acontecem. O mundo em que vivemos é de “provas e expiações”. Não adianta fugir ou se esconder. O dia da cobrança e do julgamento virá. E quem poderá nos defender? São as mesmas pessoas que humilhamos, destratamos, não tivemos um mínimo de compaixão ou misericórdia.

O amor ao próximo se torna tardio, pois tivemos muitas oportunidades de demonstrá-los e nunca fizemos. Quando muito, um abraço num ente querido. Queremos ver é amar e perdoar um desafeto necessitado. Isso, sim, é justiça social e evolução espiritual.

PRECISAMOS SEMEAR OS SENTIMENTOS NOBRES PARA TERMOS UMA BOA RECEPÇÃO NA ETERNIDADE!

Mario Lucio – cronista, poeta e bibliófilo.

Tempestade tropical: o enigma

A tempestade continua camuflada. Tem horas que a chuva passa, mas logo depois recomeça bem fina, o que é normal na zona tropical; logo em seguida ela se transforma numa chuva forte com bastante vento. Até chegar ao ponto da tempestade tropical, onde não se pode fazer nada. O que é ruim para nós é bom para a floresta, restando-nos apenas ficarmos calmos, olhar pela janela e ver os estragos que estão sendo causados e esperar a chuva passar.

A vida é assim!

O tumulto sempre nos causa uma surpresa, mas a vida continua e os moradores das baixadas são os que sofrem mais. Tudo alaga e, na maioria das vezes, perdem tudo, só restando recomeçar. O povo de cima ajuda com alguma coisa material, para não ficarem com remorso ao ver as imagens na televisão. Aí fazem tudo! Fotografam reuniões solidárias para resolver o que pode ser feito. Marcam as reuniões de acordo com o horário vago dos cinegrafistas e repórteres da mídia televisiva, para mais tarde ser fruto de comoção local e nacional.

A vida continua!

As frases de efeito começam a surgir nos jornais. São frases bem estudadas, desenhadas para passar mais tempo mantendo as imagens e vendendo jornais. A preocupação vai bem longe, até o esquecimento chegar aos que moram no alto. A memória é curta. A tristeza é grande. Falta carinho, afeto e amor aos desabrigados.

O tempo é o mesmo!

As nuvens escuras permanecem intensas, querendo noticiar, que muito tempo ainda falta ser percorrido. Esse é o cansaço da vida. Sempre esperar pelo que pode acontecer e não poder reclamar, pois o tempo é o senhor da razão. Apesar de que, nem sempre a razão prevalece na emoção.

Até quando?

 

Mario Lucio – cronista, poeta e bibliógrafo