Arquivo do mês: março 2009

Emoções

Percepção energética

O feixe de energias de suas emoções está mais próximo dos sentimentos intuitivos do que qualquer outro feixe de energia, na matriz da personalidade.

Suas emoções estão intimamente ligadas às porções profundas e eternas do seu ser e, dessa forma, trabalham junto com a sensibilidade intuitiva para trazer orientação da alma.

Afirmar isso não é o mesmo que dizer que as emoções traduzem a verdade.

A sensibilidade é diferente em todas as pessoas. São motivadas pelos sentimentos sensíveis que afloram nos sentidos de qualquer ser. E não como, procurar ou produzir um sentido que não existe.

Quando uma alma traz sabedoria e verdade, essas energias eternas são trazidas em sua parte inconsciente pela nossa capacidade intuitiva.

A primeira sensação consciente que você tem desse influxo chega na forma de sentimento. Normalmente, é por intermédio do sentimento que você se torna consciente da influência da alma, assim como das forças divinas.

Um exemplo bem claro sobre o que foi citado é quando você passa a sentir essas influencias, geralmente acompanhadas de intenso bem-estar, uma grande sensação de amor, criando raizes num sentimento profundo de transcendência.

Suas emoções funcionam como um receptor dos sinais enviados à personalidade, pelas forças eternas.

Assim, sua consciência verdadeira geralmente inicia com essas emoções.

Para reforçar essa verdade em sua mente, você pode dizer a si mesmo: Minhas emoções são muito importantes, porque atuam como uma ponte entre o que minha alma traz ao inconsciente. E na minha experiência consciente da vida.

Se eu construir essa ponte com solidez, sabedoria, honestidade e amor, então posso esperar que forças orientadoras, cheguem por intermédio da determinação de querer fazer o melhor como também através da minha intuição, levadas à minha consciência sem distorções das emoções negativas.

Mario Lucio – cronista, poeta e bibliófilo

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Sonho de amor

Há no meu olhar, uma figura
que nunca se desvencilha,
que nunca se esvai.
É uma figura fulgurante, que promete mil devaneios,
mil delírios de amor.
É de você, minha eterna namorada,
que estou falando,
que estou procurando as palavras mais lindas,
para declamar o meu amor,
pois você está presente em tudo.
Do início à eternidade,
você estará presente.
Não importa o tempo que resta,
o que importa é o tempo de amar, de namorar,
quem sabe até voltarmos a dançar.
Tomarmos um bom vinho tinto seco
e dançarmos a valsa Vienense.
Há no meu olhar, uma figura
transparente,
que me causa fulgor
até os dias de hoje.
Um dia, eu pensei que seria eterno,
mas hoje eu sou exatamente como estou,
esperando que os sonhos se realizem com mais rapidez,
pois o futuro está próximo demais
e eu nunca deixei de te amar nos sonhos, na vida real,
nas ilusões. Na maneira de viver.
Eu te amei no espaço
no mundo. No grito de vitória,
eu te amei e te amo até o porvir.
Na noite, no dia. No convívio com o sol, com a lua,
com as estrelas que aprendemos a contar.
Eu te amei na segurança,
na espera de te encontrar uma vez por semana.
Eu te amei no toque de incerteza,
pensando que você não vinha,
e te amei no encontro, vendo você chegar.
Assim como eu te amei na despedida,
vendo o tempo terminar,
sofrendo, olhando o teu olhar de despedida,
quando o ônibus parava na estação.
E eu seguia adiante, louco para chegar logo,
e dizer mais uma vez, até a próxima semana.

 

Mario Lucio – poeta, cronista e bibliófilo

Amor Estranho ou Sofrimento do Amor

Eu não quero saber do teu amor!
Eu não faço questão que tu me ames!
Eu não preciso do teu carinho!
Eu detesto o teu afeto!
Eu tenho nojo de ti!

Pequenas considerações

O amor é assim mesmo. Quando menos se espera, alguma coisa acontece e o inesperado nos faz uma surpresa. A explosão se faz notar nos mínimos detalhes. Não se pode fazer um agrado ou dar um presente.

As vírgulas alteram a interpretação. O abstrato da criação torna-se concreto, palpável, num mundo em que a lógica está vestida de metáforas para tornar em suspense a leitura de quem lê.

A sabedoria e o conhecimento de quem escreve culmina na sua visão univérsica: UNO que se manifesta em (di)VERSOS, que no espírito da literatura, nada mais é que uma “Unidade na Diversidade”. Não se pode agradar todos ao mesmo tempo. Quem escreve têm que ter a pluralidade das causas e efeitos.

Voltando ao foco principal. Os sentidos mudam de sentido, pois a causa não existe e mesmo assim, a mágoa perdura por um tempo indeterminado, enquanto as raízes da Energia Negativa transparece, causando malefícios tanto para os envolvidos como para quem estiver por perto, fazendo que ninguém entenda mais ninguém.

Mesmo assim, as transformações do amor existem e fazem questão de existir, pois a profundidade do pensamento raciocina de maneiras diversas.

E dessa maneira, ninguém sabe mais se o amor existe, ou tudo se transformou num intenso desamor, com tantas causas metafóricas, sem nenhuma emoção, que seja capaz de reconhecer o que ainda existe de bom no relacionamento.

 

Mario Lucio – cronista, poeta e bibliófilo