Arquivo do mês: junho 2009

Esperança

“Tantos sonhos eu tive, eu sonhei com você.

Eram sonhos tão lindos”.

Eu nem acreditei que havia sonhado.

Você existia – era a vida, era o amor, era a existência voltando a se manifestar,

Sem esperar, por outras emoções que não fosse viver,

Tornar os sonhos realidade

E, esperando o que viesse acontecer.

Pois o meu sonho era apenas viver.

E

Num passe de mágica,

Os sonhos sobrepunham aos próprios sonhos.

Eu já não precisava dormir para sonhar.

O sonho era a vida!

A vida era o sonho!

Você existia – era a visão de todos os sonhos;

Era a realização, que eu sempre quis pra mim.

Eternamente sonhar com você.

Acordar,

Abrir os olhos, tendo você a meu lado,

Até onde a eternidade permitir.

Que tudo aconteça

Ou possa acontecer.

A espera é constante,

Como é constante esperar por você.

Mario Lucio – poeta, cronista, escritor e bibliófilo

Espaço aberto

Todos os papéis foram rasgados. As emoções dilaceradas. Algumas impressões modificaram por não ter mais como se defender. O computador gravou o que tinha para gravar, inclusive a última defesa. A música mudou. A melodia só fazia entristecer o ambiente. As cores da vida já não eram mais as mesmas. A tendência era a tristeza acabar, se acontecesse alguma coisa. Aconteceu! E agora? O que restava acontecer.

O sonho. Tudo era possível, desde que a vida aceitasse as suas plenitudes de querer viver um grande amor. A imagem existia. O pedaço que ainda sobrava de vida, sobrevivia ao encanto de saber viver. A perenidade dos laços envolvia, buscava, o encontro de opiniões. O certo ou o errado independem quando se tem o amor no coração.

Quando o coração bate com a certeza de quem sabe o que quer, a fluidez se encaminha para as pedras caídas na madrugada fria do inverno serrano. O tempo foi sábio em suas próprias definições. Houve a espera que o tempo mudasse, que a estrada se deixasse passar pelos caminhantes da noite, em busca de querer saber o caminho das pedras, por onde ninguém mais pudesse passar.

Os encontros aconteceram no momento certo de acontecer, pois a vida é conjugada no pretérito dos acontecimentos. Nada é por acaso. Nada é coincidência. Tudo é como se fosse caso estudado, planejado, sem poder vir a se tornar real. Tudo tem a sua razão de ser, inclusive o encontro fortuito, a busca do que não existe, para que um dia, essa mesma busca encontre a realidade dos fatos e não fuja novamente da percepção de querer aprender para evoluir nos caminhos da vida, não importando as pedras que estejam no caminho. Elas serão sempre pedras, nada mais que pedras, por mais que impeçam a passagem, mas elas serão pedras, que nós poderemos atirar adiante, sem que com isso, impeçam a passagem de mais alguém.

O envolvimento da luz pela natureza reflete o que eu quero enxergar. Reflete a paixão. Reflete o amor. Reflete a busca da felicidade. E os teus olhos, refletem todas as buscas: no estado presente, passado e futuro. É impossível dissociar o que foi arquivado.

A esperança da vida está no caminho do bosque sombreado pelas idéias de querer ser feliz, nem que seja em Bangladesh. As fronteiras são definidas por nós mesmos. Os limites são impostos por quem não conhece, que a vida não é uma só. A vida deixa de ser conduzida pela primeira pessoa do singular para ser substituída pela primeira pessoa do plural. A conjugação terá o diálogo como ponto de apoio ao que vier acontecer.

Os anos dão o sentido no encontro com a evolução da vida. O tempo não esgota o prazer de viver, nem tampouco querer viver. O amor é o cúmplice da alegria na qualidade de vida. Quem não busca essa cumplicidade, com toda certeza, não vai ter o que contar.

Mario Lucio – Cronista, poeta e bibliófilo

Eu, você e o sonho!

Tantas vezes eu sonhei;

Sonhando com você.

Sonhei que estava feliz, sorrindo, me alegrando

Com tudo que acontecia.

Sonhei que tinha voltado a fazer poesia, além

De entrar na filosofia da vida.

Acordei!

O sonho era realidade. Dançávamos, cantávamos, brincávamos de roda.

Várias cirandas foram interpretadas.

Andamos de bicicleta,

Ouvimos o Chico Buarque, O Tom e o Vinicius de Moraes.

Tudo era alegria. Tudo era fantasia. Tudo era carnaval.

Tomara que eu continue sonhando e vivendo,

Apenas com você.

Vendo o seu sorriso meigo, carinhoso, amoroso.

Ouvindo a sua voz suave dizer o meu nome

E

Prometer-me mil outros sonhos,

Em troca de todas essas promessas;

Eu te prometo também, iluminar o céu com quantos fogos de artifícios

Forem necessários.

Todos eles escrevendo o teu nome,

Com todo o meu amor.

Mario Lucio – escritor, poeta, cronista e bibliófilo.